sábado, 4 de outubro de 2008

Maconha 'pode antecipar sintomas de esquizofrenia'

Um estudo realizado na Dinamarca afirma que quase metade dos pacientes tratados em razão de um distúrbio mental relacionado ao consumo de maconha desenvolve uma forma de esquizofrenia.

Na pesquisa, publicada no British Journal of Psychiatry, os cientistas comparam o quadro clínico de pessoas com esquizofrenia induzida pela maconha com aquelas que apresentam condições esquizofrênicas sem consumir a droga.

Os especialistas do Hospital Psiquiátrico de Aarhus disseram que os usuários de maconha apresentaram sinais de doenças esquizofrênicas em idades mais jovens que os outros.

Durante o estudo, foram observadas pessoas com distúrbios relacionados à esquizofrenia, como problemas esquizotípicos e esquizoafetivos.

Comparação

Durante três anos, 535 pacientes com sintomas psicóticos induzidos pela maconha foram acompanhados pelos médicos dinamarqueses.

Os resultados da observação foram comparados ao quadro de outros 2.721 pacientes esquizofrênicos sem histórico de complicações influenciadas pela maconha.

Os homens consumidores da droga que se tornaram esquizofrênicos apresentaram os primeiros sintomas aos 24,6 anos em média, contra uma média de 30,7 anos para os que não fumavam maconha.

Entre as mulheres, as que tiveram problemas potencializados pela maconha mostraram sintomas de esquizofrenia em média aos 28,9 anos, contra 33,1 anos da média das restantes.
A equipe de pesquisadores liderada por Mikkel Arendt ressaltou que o estudo não afirma que a maconha seja causadora da esquizofrenia.

Isso seria difícil de assegurar já que há outros fatores determinantes para o aparecimento dos distúrbios, como predisposição hereditária, consumo de outras drogas ou condições sócioeconômicas.

Mas os resultados indicando o surgimento precoce dos sintomas em usuários de maconha sugerem, segundo os especialistas, que a droga poderia acelerar o avanço da doença.

Fonte: BBC

Maconha aumenta chances de derrame, diz estudo

Um estudo realizado nos Estados Unidos afirma que a maconha tem um efeito negativo de longo prazo no cérebro e potencializa o risco de derrames e de perda de memória.

Os pesquisadores do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas, em Baltimore, afirmam que a droga altera os vasos sanquíneos e aumenta a velocidade da circulação no cérebro de usuários da droga, mesmo após um mês sem fumar.

Os resultados do estudo foram publicados na revista especializada Neurology e indicam que a droga atrofia vasos sanguíneos.

Participaram da pesquisa 54 usuários de maconha que fumavam entre dois e 350 cigarros da droga por semana e 18 não-fumantes.

Os médicos utilizaram uma avançada tecnologia de ultra-som para medir a corrente sanguínea no cérebro dos voluntários no início do estudo e depois de um mês de abstinência.

Pressão alta

Os fumantes da erva apresentaram uma circulação mais rápida, tanto no início quanto depois de pararem de usar a droga.

Foram constatados também índices mais altos do índice de pulsatilidade (IP), que mede a resistência ao fluxo de sangue no corpo.

De acordo com os cientistas, um IP mais alto é causado por vasos sanguíneos mais estreitos.

"Os valores de IP dos usuários de maconha são pouco mais altos do que os de pacientes com pressão alta crônica e diabetes", afirmou o médico Ronald Herning.

"Isso indica que a maconha leva a anomalias nos vasos sanguíneos do cérebro."

O estudo também leva a crer que usuários moderados – que fumavam até 70 cigarros por semana – apresentam sinais de melhora na circulação sanguínea se pararem de fumar por um mês.

No entanto, um mês de abstinência não provocou impacto positivo na circulação dos usuários pesados – aqueles que fumam até 350 cigarros por semana.

"A longo prazo, pode-se vir a ter dificuldades cognitivas como problemas de memória e raciocínio", afirmou o doutor Herning.

O médico também alerta para o risco maior de derrames. Há vários casos de derrame entre usuários jovens de maconha.

"O meu conselho é se abster do uso dessa droga", diz Herning.

Fonte: BBC

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

a Disney é anti-tabaco

Sendo o tabagismo um dos mais falados problemas da atualidade, eis que os estúdios da Walt Disney anunciam medidas para evitar efeitos nefastos nas crianças.

Deste modo, foi na quarta-feira passada que os estúdios da Disney anunciaram que iam retirar e proibir cigarros em todos os seus filmes, bem como nas produções de outros dois estúdios que detém (a Miramax e a Touchstone). Esta tendência é o reflexo de toda uma indústria que, anteriormente, espelhou o grande apogeu do tabaco, acrescentando "status" e estilo ao ato de fumar (sobre este tema, o filme "Obrigado por fumar" apresenta-se como uma excelente e mordaz sátira).

Apesar deste anúncio, estudos recentes afirmam que em cerca de 90% dos filmes surgem personagens a fumar. Conclui-se, portanto, a importância de ações como esta, de modo a prevenir e sensibilizar os indivíduos para estas questões.

Fonte: Iol.pt

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Auxílio para abandonar o fumo

1- A melhor maneira de abandonar o cigarro é, acima de tudo, ter motivação para fazê-lo. Boas razões seriam, por exemplo: desejo de melhorar a saúde; preocupação com membros da família ou amigos que são vítimas do perigoso vício; provar força de vontade e amor próprio.

2- Determine um dia específico para deixar de fumar. Nesse dia, já ao levantar-se, seja drástico: nem um único cigarro. Será cura dolorosa e difícil, mas de resultados rápidos.

3- Elimine de seu ambiente todo vestígio de cigarros, ou o que possa trazê-los à lembrança, principalmente cinzeiros. Isso o ajudará psicologicamente a lutar contra o hábito.

4- Evite amizades e ambientes que favoreçam o desejo de fumar. Visite apenas locais onde o cigarro seja proibido.

5- Economize dinheiro que seria gasto na compra de cigarros durante um mês. Adquira com esse dinheiro um presente para alguém da família ou amigo, especialmente a pessoa que partilha com você a alegria de abandonar o vício.

6- Mantenha-se ocupado quando sentir o desejo de fumar. Faça todas as coisas que deixou de fazer por falta de tempo, como escrever, cuidar do jardim, ler, visitar amigos, viajar ou fazer pequenos consertos em casa.

7- Caso fique tenso, respire profundamente e beba grande quantidade de água ou suco de frutas, uma vez que o líquido colabora com a limpeza da nicotina do organismo. Mascar chiclé ou chupar balas também ajuda.

8- Pratique qualquer tipo de exercícios, especialmente aeróbicos, sempre com supervisão de profissional e prévia consulta ao médico.

9- Reduza de maneira drástica -- ou elimine de vez -- o consumo de álcool que bebe regularmente. A bebida é, geralmente, a parceira habitual do vício do cigarro e pode despertar o desejo de fumar. É preciso avaliar a conveniência de aceitar convites para reuniões sociais onde sempre haverá alguém que fuma ou bebe.

10- Seja duro e crítico com anúncios veiculados na televisão, rádio ou impressos. Analise-os sempre sob a perspectiva do prejuízo que trazem e da atitude insensível das empresas fabricantes de cigarro.

Holanda proíbe tabaco em 'coffee shops' e preocupa usuários de maconha

A lei antitabaco, que entrou em vigor desde junho na Holanda, não irá excluir os famosos coffee shops - cafés que vendem maconha e haxixe e em que a compra e consumo das drogas também é permitido.

A nova legislação proíbe o fumo em cafés, bares e restaurantes e segue o exemplo de vários outros países europeus, que já adotaram a proibição.

Mas, na Holanda, a legislação, introduzida para proteger os não-fumantes, teve que ir mais longe por causa dos coffee shops.

De acordo com a nova legislação, os famosos joints - cigarros de maconha ou haxixe misturados com tabaco - só poderão ser consumidos em espaços internos reservados e isolados do restante do público nos coffee shops.

Os freqüentadores dos coffee shops, entretanto, poderão fumar cigarros de maconha pura, sem a mistura com o tabaco. Cigarros comuns só podem ser fumados do lado de fora dos estabelecimentos comerciais.

A permissão para o uso dessas cabines internas é a principal diferença da lei antitabaco holandesa com relação à de outros países europeus. Na Holanda, cigarros de maconha e haxixe não podem ser consumidos na rua - pelo menos oficialmente - e, por isso, a lei inclui a permissão para a construção dessas cabines isoladas.

A ofensiva antitabaco na Holanda vai ao encontro da orientação da União Européia, cujo comissário da Saúde, Markos Kyprianou, já expressou desejo de ver uma proibição total ao fumo de tabaco em locais públicos em toda a Europa em questão de poucos anos.

Comércio

Proprietários de coffee shops temem que a medida afete a freqüência dos estabelecimentos - tidos como importante atração turística na Holanda- já que a maioria dos clientes costuma fumar maconha e haxixe misturados com o tabaco.

O proprietário do coffee shop Pumpkin, em Amsterdã, Sigmund Laurent, diz que a droga pura é impossível de ser consumida porque "é muito pesada para o corpo, ninguém agüenta".

Segundo ele, a nova legislação irá mudar o perfil de seu estabelecimento comercial, já que os fregueses, que normalmente vão ao local para fumar seu joint, jogar xadrez, ouvir música e conversar.

"A partir de agora, vai se tornar apenas um centro de recolhimento do produto", disse Laurent.

Ele não tem espaço para construir uma cabine reservada, mas ainda assim calcula que não irá ter prejuízo financeiro porque o local é pequeno e sua clientela é fiel. Os clientes estão recebendo nota de esclarecimento com os detalhes da lei antitabaco.

Já o proprietário do coffee shop Trenchtown, em Amersfoort, investiu em uma cabine hermeticamente fechada com vidro duplo, para satisfazer sua freguesia fumante e a lei.

Segundo o gerente, "a tendência é que o movimento aumente ainda mais, já que o local será uma rara alternativa para quem deseja tomar um cafezinho acompanhado por um joint". Nos coffeeshops não são permitidas bebidas alcoólicas.

Adaptação

Muitos detalhes sobre a implantação da lei no país ficaram claros somente no final da semana passada. Isso porque a organização dos proprietários de hotéis, cafés e restaurantes (Horeca) abriu vários processos contra o governo para modificar algumas resoluções.

Há novas restrições para o uso de tabaco em barracas de campanha abertas ou fechadas, nos terraços, nos festivais culturais e artísticos, em danceterias, nas cantinas de ginásios de esporte entre outros casos específicos.

O que facilita a adoção da medida é que ela ocorre no verão. O calor e o tempo bom são essenciais para o sucesso da lei, assinala Angela Klarenbeek, proprietária do Jazz Café e Restaurante Lazy Louis, em Amersfoort.

"Dentro de três meses as pessoas já vão estar acostumadas a fumar lá fora e nem vão sentir a diferença".

Já o dono do restaurante Pallas Athenas, na região de Utrecht, Kostas Georgiadis, diz que vai esperar passar o verão para decidir se constrói ou não uma cabine para fumantes no andar superior de seu restaurante.

Festa

Organizações antitabagistas prevêem que a entrada da lei em vigor será marcada por grande movimentação nos bares, cafés, restaurantes e coffee shop.

Uma enquete do instituto de pesquisa Nivel, a pedido do Ministério da Saúde e o Fundo para Asma, revelou que o setor de hotéis, cafés e restaurantes vai contar com 800 mil novos fregueses, entre pacientes asmáticos e de outras doenças respiratória e os não-fumantes.

Fonte: UOL

Estudo sugere que skunk pode elevar risco de psicose

Uma pesquisa do King's College de Londres sugere que pessoas que usam a variedade mais forte da maconha, conhecida como skunk, têm mais risco de sofrer com problemas como psicose do que as que usam as formas mais suaves da droga.

O estudo, do Instituto de Psiquiatria do King's College, analisou 317 pessoas. Desse grupo, os usuários skunk mostram que tinham 18 vezes mais chances de sofrer um episódio de psicose do que usuários de maconha.

A pesquisa foi apresentada na reunião do Royal College of Psychatrists e também informou que as pessoas que usam o skunk têm mais chances de usarem maconha todo dia.

A pesquisadora-chefe do estudo, Maria Di Forte, analisou informações de 197 pessoas que foram encaminhadas a uma unidade de saúde mental com um primeiro episódio de psicose. Destas, 112 tinham usado maconha em algum momento.

A pesquisadora também analisou os dados de 120 pessoas, como parte de um grupo de controle especificamente destaca para a análise. Destas, 72 já tinham usado maconha.

Entre aquelas que usaram a droga, as pessoas que tiveram um episódio psicótico tinham duas vezes mais chances de ter usado maconha por mais tempo, chances três vezes maiores de ter usado a droga diariamente e 18 vezes mais chances de ter usado skunk.

Dúvidas

O skunk é três vezes mais forte do que a maconha convencional e, atualmente no Reino Unido, entre 70% e 80% das apreensões são de skunk.

Di Forte afirmou que, se os resultados preliminares forem comprovados, a crescente disponibilidade de skunk no mercado será uma preocupação.

Paul Morrison, que também participou da pesquisa afirmou que o skunk tem níveis mais altos de THC, o que causa os sintomas psicóticos, e níveis baixos de outro composto chamado canabidiol, que parece proteger os usuários do efeito do THC.

O professor David Nutt, especialista em psicofarmacologia na Universidade de Bristol, Reino Unido, afirmou que qualquer nova informação a respeito dos riscos de psicose associados ao uso de skunk são interessantes, mas é difícil determinar causa e efeito.

"Se (os resultados da pesquisa) forem verdadeiros, então seria importante, mas existem muitas explicações para este tipo de descoberta", afirmou.

As provas da ligação entre maconha e doenças psicóticas como a esquizofrenia têm sido inconsistentes em diferentes estudos sobre o assunto. No começo de 2008, o conselho que faz recomendações sobre abuso e classificação de drogas no Reino Unido, do qual David Nutt é membro, concluiu que provavelmente existe uma ligação entre os dois, mas ainda não está claro se esta ligação ficará mais forte à medida que o uso do skunk fica mais comum.

Fonte: UOL

Traficantes põem crack na maconha para viciar rápido

São Paulo - Os especialistas advertem: a maconha nacional pode conter crack. O motivo é que a planta cultivada no Brasil é de má qualidade e possui uma concentração inferior a 1% do tetraidrocanabinol (THC) - princípio ativo da droga. E, por isso, os traficantes começaram a adicionar pedrinhas do outro entorpecente, mais perigoso à saúde, para potencializar o efeito do cigarro de maconha e cativar o "freguês".


O alerta sobre essa prática partiu do diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas, o toxicologista Anthony Wong. "Por ter uma maconha de baixa qualidade, o traficante adiciona o crack para que o usuário tenha o chamado "barato". Muitos jovens não conhecem o efeito da maconha e não se dão conta que estão consumindo outro entorpecente, ainda mais nocivo e que vicia rapidamente", disse Wong.


O delegado do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Luiz Carlos Freitas Magno, tem conhecimento da prática do traficante de adicionar crack à maconha. "Isso se deve à má qualidade da droga brasileira. É o chamado "bazuco" ou "mesclado"", disse o delegado - que ministra palestras sobre a prevenção ao uso de drogas.


Há cerca de um ano e meio, os traficantes do Rio de Janeiro começaram a vender o kit "maconha mais crack", batizado por lá de "craconha". Só que, em território carioca, a mistura é encarada como uma nova droga. E o motivo da comercialização é outro: o usuário acredita que a maconha, considerada relaxante, pode potencializar o efeito do crack, um estimulante. O que não passa de um mito.


A adulteração não só da maconha, mas também de outras drogas, é uma prática freqüente dos traficantes brasileiros para aumentar o lucro nas vendas. Segundo o Instituto de Criminalística, aos entorpecentes são, em geral, adicionados dois tipos de substâncias. Uma é o adulterante, que imita os efeitos da droga. Por exemplo, a xilocaína (nome comercial da lidocaína), um anestésico local que passa a falsa impressão de dormência à pessoa que tem contato com a cocaína. E o diluente, adicionado para aumentar o volume da droga. A polícia afirma que, na cocaína vendida ao usuário, há apenas 25% do entorpecente. Os outros 75% são formados por outras substâncias.


Fonte: Jornal da Tarde