quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cientistas apontam danos da maconha no cérebro

Equipes de cientistas de vários países mostraram como a maconha pode desencadear doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia.

Uma equipe do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres deu a voluntários saudáveis o ingrediente ativo da maconha, o tetrahidrocanabinol (THC).

Os cientistas registraram atividade reduzida na área do cérebro que evita os pensamentos considerados inadequados.

Nos últimos anos, os níveis de THC teriam dobrado na maconha vendida nas ruas da Grã-Bretanha - diminuindo os outros ingredientes que poderiam ter um efeito benéfico.

Um outro estudo mostrou que um destes ingredientes - canabidiol (CBD) - tem o potencial de amortecer os sintomas psicóticos e poderia formar a base de novos tratamentos.

A pesquisa será discutida em uma conferência sobre o impacto do uso de maconha, que deve ocorrer nesta semana no King's College.

Dependência

Apesar das estatísticas não serem mantidas com precisão, estima-se que cerca de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha possam ser dependentes de maconha.

Especialistas temem que a maconha esteja ficando mais potente. Acredita-se que o conteúdo de THC aumentou, em média, de 6% para 12% nos últimos anos.

O estudo do Instituto de Psiquiatria deu um comprimido de placebo para alguns voluntários, THC ou CBD para outros que não tinham usado maconha.

Foram realizados exames do cérebro e uma série de testes que mostraram que os que tomaram o THC tinham atividade reduzida em uma área do cérebro chamada córtex inferior frontal que controla pensamentos e comportamentos inadequados, como xingamentos e paranóia.

Os efeitos foram curtos, mas algumas pessoas se mostraram mais vulneráveis que outras.

Em um segundo estudo, uma equipe da Universidade americana de Yale administrou o THC de modo intravenoso. Mesmo em doses relativamente baixas, eles descobriram que 50% dos voluntários saudáveis começaram a mostrar sintomas de psicose.
Voluntários que já tinham um histórico de sintomas psicóticos se mostraram mais vulneráveis.

Efeitos colaterais

Um outro estudo da Universidade de Colônia, na Alemanha, comparou o efeito do CBD e de um remédio usado freqüentemente no combate à psicose, o Amisulpride, em 42 pacientes com histórico de esquizofrenia.

Depois de quatro semanas os dois grupos mostraram uma redução em sintomas psicóticos, mas o grupo que recebeu o CBD tinha menos tendências a sofrer efeitos colaterais como rigidez muscular e ganho de peso.


Os pesquisadores alertaram que o THC e o CBD competem um com o outro em termos bioquímicos, então um aumento nos níveis de THC iria prejudicar qualquer impacto positivo do CBD.


"Se algo tem um efeito ativo para induzir os sintomas de psicose depois de uma dose, então não seria surpresa se o uso repetido induzisse à condição crônica", disse o professor Robin Murray, psiquiatra consultar no Instituto de Psiquiatria.

Fonte: BBC

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AL avalia proibição de cigarros em ambientes públicos em MT

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembléia Legislativa analisa o projeto de lei que proíbe o consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados. De autoria do 1º secretário, deputado José Riva (PP), o projeto abrange ambientes de trabalho, estudo, cultura, culto religioso, esporte e entretenimento. Inclui também áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis e pousadas.


O projeto determina a divulgação de aviso da proibição em pontos de ampla visibilidade, com indicação de telefone e endereço dos órgãos estaduais responsáveis pela Vigilância Sanitária e pela Defesa do Consumidor.


Prevê também que qualquer pessoa poderá relatar aos órgãos competentes o fato que tenha presenciado em desacordo com a lei. No relatório deverão constar as circunstâncias e a identificação do autor.


Riva argumenta que Mato Grosso apresenta um índice de consumo do tabaco semelhante ao de São Paulo. No entanto, avalia que em Mato Grosso, a situação é mais crítica, pois, São Paulo, além de ser o estado mais rico do país, possui uma rede hospitalar bem mais ampla, aparelhada e com um maior número de funcionários.


“Por isso, existe uma tendência mundial fundamentada em critérios de prevenção e preservação da saúde pública para a promoção de normas destinadas à criação de ambientes de uso coletivo livres de tabaco”, destacou o parlamentar.


Ele chama a atenção para os estudos científicos que estabelecem a relação do uso do tabaco com problemas de saúde, representando aumento dos gastos com a saúde pública. Segundo as pesquisas, o tabaco é o causador de 50 tipos de doenças, como as cardiovasculares, cânceres e problemas respiratórios.


“O tabagismo passivo mata”, assegura a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, Analice Gigliotti. A médica cita os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que apontam sete mortes por dia de fumantes passivos no Brasil.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de dois bilhões de fumantes passivos em todo o mundo, dos quais 700 milhões são crianças. Os passivos são pessoas que inalam a fumaça do cigarro e ficam expostas aos mesmos riscos que os fumantes.


Ainda de acordo com a OMS, o total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a marca de 4,9 milhões anuais, ou 10 mil mortes por dia. A instituição prevê que, caso as atuais taxas de consumo sejam mantidas, esse valor aumentará para 10 milhões de mortes anuais em 2030.

A chefe da Divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Tânia Cavalcante, defendeu o projeto de lei. Para ela, o tabagismo impõe um custo às sociedades muito alto, e a arrecadação dos impostos vindos do tabaco não é suficiente para cobrir os prejuízos com as doenças relacionadas ao tabaco ou aposentadorias precoces.


“Seria preciso fazer estudos sobre o quanto o SUS, os planos de saúde e a Previdência gastam com esses doentes”, afirmou.


Dados revelam que o cigarro provoca um prejuízo anual para o sistema público de saúde de pelo menos R$ 338 milhões, o equivalente a 7,7% do custo de todas as internações e quimioterapias no país. O cálculo, feito pela primeira vez no Brasil, considerou o gasto com hospitalizações e terapias quimioterápicas em pacientes de 35 anos ou mais, vítimas de 32 doenças comprovadamente associadas ao tabagismo no ano de 2005. “São recursos significativos e, o mais importante, é que poderiam ser poupados”, observou a autora da pesquisa e economista da Fundação Oswaldo Cruz, Márcia Pinto.


Para ela, a pesquisa deixa clara a necessidade de se adotar medidas rápidas para responsabilizar a indústria do tabaco pelo impacto econômico provocado no sistema de saúde público. “Além disso, as ações antitabagistas devem ser intensificadas”, concluiu.


Fonte: 24HorasNews

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Maconha 'pode impedir gravidez', sugere estudo

O consumo de maconha pela mulher no período da concepção pode impedir a gravidez ou provocar complicações, indica um estudo feito com ratos.

Pesquisadores da Vanderbilt University em Nashville, no Tennessee, descobriram que a substância THC (delta-9-tetrahydrocannabinol) presente na maconha pode impedir o embrião de alcançar o útero. O artigo foi publicado na revista científica Journal of Clinical Investigation.

Para os cientistas, o estudo é uma indicação de que fumar maconha pode levar ao aborto ou à gravidez ectópica (quando o embrião se desenvolve fora do útero, no tubo falopiano) em seres humanos.

Segundo os pesquisadores, a incidência desse tipo de anomalia aumentou significativamente na última década.

Quando uma pessoa fuma, o THC se acopla a dois receptores no corpo chamados CB1 e CB2.

Essa "união" é responsável pela sensação agradável vivenciada pelo fumante.

Mas os receptores CB também estão presentes em espermatozóides, óvulos e nos embriões recém-formados.

Eles estão associados ao desenvolvimento embrionário no início da gravidez.

Quando ratas grávidas foram expostas ao THC, a droga interferiu no funcionamento dos receptores CB1.

"Acredito que o efeito não seja permanente, mas fumar maconha pode fazer subir o índice de THC, interferindo na primeira fase da gravidez", disse Sudhansu Dey.

Ele acrescentou que a substância pode interferir também nos processos naturais antes da fertilização.

A porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists Virginia Beckett disse que é difícil avaliar o efeito da maconha na fertilidade de seres humanos porque existem muitos outros fatores.

Mas acrescentou que as mulheres certamente devem evitar fumar a droga se quiserem engravidar.

Fonte: BBC

sábado, 4 de outubro de 2008

O fumo não perdoa, mata.

Quem já ouviu essa frase?

“Fumar mata devagarzinho, por isso que eu fumo bastante para não morrer de repente.”

Essa frase é muito boa para dar risadas, mas com certeza não contribui para a sua saúde. O Cigarro considerado uma das drogas lícitas, pois, é permitido por nossa legislação, possui mais de 4.000 substâncias que causam danos a nossa saúde. Muitos tipos de câncer estão associados ao cigarro, como por exemplo: Boca, garganta, laringe, faringe, estômago, bexiga e o mais mortal deles, o Câncer de Pulmão, além do enfisema Pulmonar, que é uma doença obstrutiva crônica causadora de muitas mortes.

O cigarro também causa derrames e a trombose, lesando veias e artérias do seu organismo que acabam perdendo a capacidade funcional, levando a amputação de membros.

Já se foi o tempo em que fumar era Chique, símbolo de Status. Hoje o cigarro se tornou um caso de saúde pública no mundo todo. Para vocês terem uma idéia o cigarro não faz bem nem para a indústria do Tabaco que em outros países já sofrem revezes violentos através de processos milionários movidos por fumantes.

Deixar o vício, além de muita força de vontade, requer o apoio da empresa, dos amigos e principalmente da família. Parar de fumar é um problema que o fumante precisa encarar não como um sacrifício, mas um benefício para si e todos que estão a sua volta, pois quem fuma, involuntariamente obriga as pessoas que estão perto de si a fumarem juntas, são os chamados “fumantes passivos” que também padecem das mesmas doenças que o fumante ativo.

Fumar em local que exista crianças é uma verdadeira crueldade, já que a mesma está passando por um processo de transformação, na qual ainda é um ser frágil e totalmente vulnerável as ações prejudiciais e danosas do cigarro.

Se você parar de fumar hoje, certamente irá sentir os benefícios dessa atitude já nas próximas horas e dias, respirando melhor, dormindo melhor, sentido o cheiro e gosto dos alimentos. PARE DE FUMAR, A SUA SAÚDE AGRADECE.

Por: Valdeci T. Ribeiro - Téc. em Segurança do Trabalho

O que você ganha parando de fumar?

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina.

Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 segundos - 2 a 4 segundos mais rápido que a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serão menores a cada dia.

As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco

10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão

5 vezes maior de sofrer infarto

5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar

2 vezes maior de sofrer derrame cerebral

Se parar de fumar agora...

após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal

após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue

após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza

após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor

após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora

após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Quanto mais cedo você PARAR DE FUMAR menor o risco de se dar mal. Quem NÃO fuma aproveita MAIS a vida!

Pesquisa liga uso de maconha a agressividade

Usar maconha aumenta as chances de um comportamento agressivo entre crianças e adolescentes, mas não os torna mais introvertidos, segundo um estudo realizado na Holanda.

Pesquisas anteriores haviam sugerido que a droga poderia causar problemas psicológicos como a depressão.

O estudo, realizado pelo instituto holandês de saúde mental Trimbos e publicado no British Journal of Psychology, analisou o caso de mais de 5 mil jovens entre 12 e 16 anos.

Cerca de 17% deles tinham usado maconha no ano anterior.

Causa?

Os pesquisadores concluíram que quanto maior o uso, maior a incidência de um comportamento agressivo.

Jovens que haviam usado maconha, mas não no ano anterior a pesquisa, não apresentavam uma agressividade maior do que aqueles que nunca haviam utilizado a substância.

Os usuários freqüentes (mais de 40 vezes por ano) apresentavam piores resultados escolares.

Eles não encontraram nenhuma ligação entre maconha e depressão ou outros problemas psicológicos.

Especialistas dizem, entretanto, que as conclusões do estudo holandês devem ser vistas com cautela e a agressividade dos jovens poderia ser vista tanto como causa como conseqüência do uso de drogas.

Fonte: BBC

Maconha até triplica risco de acidente fatal, diz estudo

Dirigir sob o efeito de maconha pode até triplicar o risco de se envolver em um acidente fatal de trânsito, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas franceses e divulgada pela revista científica British Medical Journal.

Os cientistas analisaram os resultados de exames de consumo de drogas e álcool feitos por 10.748 pessoas que se envolveram em acidentes fatais entre 2001 e 2003.

Segundo o estudo feito pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Transporte e Segurança da França, o risco varia de acordo com a quantidade consumida da droga.

No entanto, os autores da pesquisa dizem que mesmo fumar uma quantidade pequena duplica o risco de acidente, enquanto quantidades maiores poderia mais que triplicar o risco.

De todos os motoristas que foram submetidos aos testes, 7% haviam fumado maconha antes de pegar o volante. O número, porém, é muito inferior ao dos que estavam sob o efeito de álcool, 21,4% do total.

Homens

Em 2,9% do total de casos, os acidentes aconteceram quando os motoristas estavam sob o efeito tanto da maconha quanto do álcool.

Os pesquisadores afirmam que cerca de 2,5% dos acidentes fatais podem ser diretamente atribuídos ao uso de maconha, enquanto 28,6% dos casos fatais podem ser atribuídos ao álcool.

Homens se envolveram em mais acidentes que as mulheres e apresentaram uma maior freqüência no consumo de álcool e drogas, segundo o estudo.

Fonte: BBC