quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estudo liga uso prolongado da maconha a um maior risco de infarto e derrame

O uso excessivo e prolongado da maconha pode aumentar os níveis de uma proteína específica ligada a um maior risco de ataque cardíaco e derrame, segundo estudo dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. De acordo com pesquisadores, a apolipoproteína C-III, mais presente nos usuários da droga, estaria ligada a um aumento nos níveis de triglicérides no sangue.

Os especialistas destacam que diversas pesquisas se preocupam apenas com os efeitos da maconha no cérebro. Por isso, essa equipe de cientistas avaliou como o uso da droga afeta diversas partes do corpo.

A pesquisa mediu os níveis da proteína em 18 pessoas que usavam a droga em grande quantidade (entre 78 e 350 cigarros por semana) e há muito tempo e em 24 pessoas que não eram usuárias. E descobriu que os primeiros tinham 30% maiores níveis da proteína no sangue, em relação aos outros.

Os autores explicam que o componente ativo da maconha, conhecido como THC, parece estimular os receptores da maconha no fígado, levando a uma produção excessiva da proteína. Essa, por sua vez, está envolvida no metabolismo de triglicérides, tipo de gordura encontrada no sangue e que, em grandes quantidades, contribuem para o endurecimento e entupimento das artérias, aumentando os riscos de derrame, infarto e doença cardíaca.

Fonte: ScienceNews

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